Despedida lingerie
A São tocou o badalo a rebate. Era preciso apoiar o George Coast.
O pessoal da Tuna Meliches juntou-se e alguns amigos acorreram ao evento para carpir ruidosamente em comunidade. Desta forma, espantaríamos o desalento do George.
Mas a cura não estava apenas no carpir ruidosamente. Um outro quesito para animar alguém é sentar à mesa – neste caso de um restaurante – e desfrutar uma bela refeição.

A refeição foi feita a pensar no masculino e no feminino. Os homens começaram pela bela mama e a dar-lhe com o salpicão. As mulheres optaram por juntar manteiga.
Pouco depois, chegou a altura de chamar a primeira artista da noite: Vicky. Lembrei-me logo do que eu gostava de ver aqueles desenhos animados. Ei, Ei, Vickie! Ei, Vickie, Ei!
Qual vicking, ela entrou decidida a quebrar o gelo (se é que havia…) e mostrar que, a partir dali, tudo podíamos esperar. Chegou-se à minha adoptante, sentou-se no colo e guiou-lhe as mãos pelo seu corpo. A música não era a do Vickie, era With arms wide open, dos Creed. Quando saíu, ainda lhe abri os braços, mas ela tinha que abandonar a sala para entrar um artista para alegrar as hostes femininas. Era um marinheiro que as fez delirar, apesar das tentativas de boicote por parte dos homens.

O pessoal estava com espírito e novos talentos do strip começaram a revelar-se.

As verdadeiras artistas iam espalhando a roupa pela sala à medida que se despiam. Os espectadores exibiam os brindes como troféus.

O entusiasmo levou algum pessoal a exceder-se. Subir às mesas não me pareceu nada sensato num restaurante…

Era de esperar… Tanta emoção obrigou o George a deitar-se na mesa para se voltar a equilibrar. Ele dizia que gostava de uma música dos U2 (Where the streets have no name), mas, entre diversos Ai meu Deus!, acho que o ouvi a trautear uma música dos Xutos & Pontapés: Ai se ele cai. Depois de tal susto, acho que ele se vai dedicar mais à leitura…

Depois de tanta emoção, era altura para retemperar forças com um bolo feito com muita dedicação pela Celeste. Os morangos foram muito solicitados…

Antes das primeiras despedidas, ainda deu tempo para tirar uma foto de grupo. A noite acabou no Casino da Póvoa a saborear uma Cuba Libre.
5º encontro da funda São
Cheguei sem saber bem ao que ia
A uma sala onde muita gente convivia
Entre camisolas separei-me da companhia
E fiquei sem saber o que fazia
Do meu cordão vi-me separado
Só queria ser encontrado
A São viu-me abandonado
Deve ter pensado: ai o coitado! (em alternativa: está todo cagado!)
À cabine de som me levou
Este é o Nuno, exclamou
E questionou aos demais
Onde estariam os meus pais
Quem se vai fartar de rir com a qualidade destas quadras são os artistas do Sãorau, esses sim, verdadeiros escritores e poetas. Desculpem tudo: a métrica, o ritmo, o sistema de rimas, enfim… a merda de quadras que acabam de ler. Mas elas espelham um pouco do que foi para mim o primeiro encontro com o pessoal da Funda São.
Gostei de conhecer novas pessoas, aprofundar conhecimentos com pessoas que já conhecia antes e de toda a actividade CUltural: declamação de poemas, teatro (embora fosse um ensaio), da voz da Luísa nos poemas do OrCa e da Encandescente, do coneto do Fernando, e, finalmente, do Karalhoke (em especial da música de Natal).
Embora aínda não tenha tido tempo de estrear, quero agradecer as ofertas da Erosfarma. O lápis é que acho que nem vou ter oportunidade de o usar, é que deixei-o em casa quando fui trabalhar e sinceramente não sei onde é que a mulher a dias o meteu… Também não podia deixar de agradecer a útil caixa de banha da cobra que me foi oferecida.
Como hoje já é tarde não tenho tempo para publicar umas fotos do Sãorau, mas aqui fica o compromisso de o fazer em breve. O vício dos blogs já está a instalado mas espero não me perder muitas vezes como hoje (são 4:39)…
Para acabar queria agradecer o final feliz proporcionado pela minha companhia.